
Filho do desembargador Alberto Gomes Ribeiro da Luz e de Augusta Cesarina de Assis Coimbra da Luz, era neto materno de Cesário Cecílio de Assis Coimbra, um dos fundadores e primeiro Prefeito (1881 a 1883), da cidade mineira de Muzambinho e sobrinho neto paterno do senador e conselheiro do Imperio Joaquim Delfino Ribeiro da Luz. Foi delegado de polícia e prefeito de Leopoldina. Foi também deputado federal constituinte em 1934 e presidente da Caixa Econômica Federal, entre 1939 e 1945.
Depois do Estado Novo filiou-se ao PSD. Foi ministro da Justiça no governo de Eurico Gaspar Dutra.
Assumiu a presidência da república por ser presidente da Câmara dos Deputados, em função do afastamento, por motivos de saúde, do presidente Café Filho (vice-presidente de Getúlio Vargas, que cometera suicídio no ano anterior).
Carlos Luz foi afastado desta função por um movimento militar denominado Movimento de 11 de Novembro, liderado pelo general Henrique Lott.
Com o apoio do PSD, foi declarado o impeachment de Carlos Luz no Congresso Nacional, sob acusação de conspiração para não entregar o poder ao presidente eleito, Juscelino Kubitschek. Carlos Luz estava a bordo do Cruzador Tamandaré para evitar qualquer represália em terra e seguir para Santos, onde seria feita a resistência. O navio foi alvo de disparos pela artilharia do exército, porém não revidou, devido a solicitação de Carlos Luz.
Na ocasião, o Cruzador Tamandaré era o navio mais bem equipado da Marinha do Brasil e caso revidasse teria provocado grande número de baixas.
A presidência foi, assim, entregue ao 1º Vice-presidente do Senado Federal, Nereu Ramos.